domingo, outubro 03, 2010


Bloqueio na Académica do Soyo


academica_do_soyo

A greve (in)esperada protagonizada pelos estudantes do Soyo, horas antes do jogo com os polícias no sábado, 11, no campo dos Embondeiros, colocou a direcção do clube liderado por Alberto Maria Sabino, sem solução para o confronto futebolístico referente à 24ª jornada. O Interclube que já se encontrava no terreno da Académica do Soyo, onde permaneceram até 16h15 de sábado, cujo início estava previsto para as 13h30 foram surpreendidos pela ausência dos donos da casa, cuja angústia dos adeptos e amantes do futebol era maior
A situação gerada na última sexta-feira, 10, em Luanda, pelos jogadores da equipa da Académica do Soyo ao abandonarem o local do encontro sem nenhuma explicação, criou um embaraço à direcção e deixou perplexa a massa associativa e adeptos, bem como agudizou a crise há muito anunciada no seio daquela agremiação desportiva. Alberto Maria Sabino, presidente da direcção da Académica do Soyo, que elegeu unilateralmente, a cidade de Luanda, como palco de preparação do conjunto comandado tecnicamente pelo professor Romeu Filemon, não teve argumentos suficientes para convencer os jogadores a deslocarem para o município do Soyo, para defrontarem o Interclube, no último fim-de-semana.
O dirigente, afirmou que, a sua direcção  convocou os jogadores e a equipa técnica para um encontro num dos restaurantes no município da Samba, Luanda, onde propunha pagar no local um mês de salário, situação rejeitada pelos atletas que exigiam os dois meses em dívida e só assim rumariam para o Soyo. O presidente da Académica do Soyo, confirmou ao "JD" que, a sua direcção deve apenas dois meses e a última parte das luvas dos jogadores, correspondentes a 50 por cento do valor total, uma vez que já tinha pago a outra parte.

"Na sexta-feira, 10, convocámos todos os jogadores e a equipa técnica, e propusemo-nos a pagar no local um mês de salário, dos dois em dívida, e na semana seguinte liquidaríamos na totalidade, bem como os últimos cinquenta por cento das luvas dos jogadores. No sábado, 11, assim que fóssemos ao Soyo jogar com o Interclube, saldaríamos o restante. Infelizmente, os atletas reuniram entre si ao saírem da sala do encontro e unilateralmente decidiram não voltar.

Ou seja, pura e simplesmente puseram-se em fuga, apenas voltou o Alberto, como porta-voz, ",explicou Alberto Maria Sabino. A fonte do "JD" acrescentou que, de marches foram feitas no sentido de o conjunto embarcar para o município do Soyo às 7 horas de sábado, 11, mas os jogadores desligaram todos os contactos até 9h00', apresentaram-se apenas quatro atletas o que levou a abortar a viagem.

Reacção do Interclube
Por seu turno, o presidente do Interclube, José Martinez, surpreendido com a ausência da equipa visitada, disse em entrevista no campo dos Embondeiros que, pela situação vivida pelo adversário, se a direcção da Académica do Soyo quisesse fazer um acordo que visasse o adiamento do jogo colaboraria, mas infelizmente nenhum elemento dos estudantes os contactou

"Nós fizemos despesas com a deslocação para o Soyo com o fito de jogar hoje (sábado) e posteriormente regressarmos para Luanda.Tudo poderia se resolver se houvesse um contacto antecipado a partir de Luanda. A direcção da Académica do Soyo ao aperceber-se que estava com um problema interno, deveria amigavelmente fazer uma carta ou um telefonema a solicitar o adiamento do jogo para segunda ou terça-feira e, assim iríamos equacionar o nosso programa", especificou.

Problemas financeiros estão na base do diferendo
Alberto Maria Sabino, confirmou, que o clube do kwanda, enfrenta problemas financeiros. Para ele, a situação financeira da Académica é conjuntural, o mundo está em crise mundial, mas mediante esforços individual e de algumas pessoas amigas tem sabido resolver os encargos do clube. "Nós recebíamos usd 600 mil do patrocinador oficial, a Sonangol Pesquisa e Produção, valor que foi aumentado a tempos para um milhão de dólares, fruto dos contactos realizados junto da entidade patrocinadora",acrescentou.
O presidente da Académica, considerou o valor insuficiente para os encargos totais da agremiação, uma vez que, na época passada, os encargos totais cifraram-se em usd 5,5 milhões. "Com um milhão de dólares, não há hipótese de se fazer poupança. Um milhão esgotaram-se logo na primeira volta do campeonato 2010, graças aos esforços suplementares que temos feito por conta própria temos conseguido levar avante o clube", frisou.De acordo com o "boss" da agremiação do Soyo, o clube tem encargos mensais que não especificou, avaliados em cem mil dólares.

Presidente acusa mão invisível
O presidente da Académica do Soyo, acredita haver uma mão invisível por detrás do mau comportamento dos jogadores. Ele acredita que a razão invocada pelos atletas, consubstanciada na exigência dos dois meses de salário em atraso, não justifica atitude tomada por eles. "O atraso salarial de dois meses, não leva os jogadores a terem uma atitude deplorável um dia antes do jogo em casa com o Interclube.


Não sei quem está por detrás desta situação, não quero apontar o dedo, mas não é normal os jogadores agirem assim", lamentou. A título de exemplo, como disse, para a realização do jogo na cidade de Cabinda da 21ª jornada, a sua direcção não tinha como desbloquear a situação salarial dos jogadores, mas como solução conversou-se com o conjunto e entregou-se usd 500.00 a cada jogador e estes deslocaram-se à  Cabinda para defrontar o F
C
SÁB, 02 DE OUTUBRO DE 2010 00:15   
Sem salário e sem visto,Técnico Hervé Renard abandona os Palancas

Notícias - Desporto
  1. asc renard
A selecção angolana de futebol ficou sem seleccionador, na sequência da rescisão unilateral de contrato apresentada por Hervé Renard. De acordo com o advogado do técnico francês, existem três meses de salários em atraso, para além de que nenhum elemento da equipa técnica tinha visto de permanência no país.

«Ele não recebe há três meses e os seus adjuntos há dois. Além disso, é preciso ter em conta que nenhum deles tem visto de trabalho. Eles tinham visto de turista, válido por quinze dias, mas depois estão ilegalmente no país», explicou Fouad Bellaroussi, citado pelo «LEquipe».
Justino Fernandes, presidente da Federação Angolana de Futebol, reconheceu a existência de salários em atraso, mas garantiu que a verba já tinha sido transferida, pelo que não encontra justa causa na rescisão. No que diz respeito à questão dos vistos, entende que é um «falso problema». «Tentámos proporcionar ao técnico o máximo de condições de trabalho e por diversas vezes manifestou-se satisfeito. Portanto, estamos surpreendidos com os acontecimentos», acrescentou, citado pela Angop.
Hervé Renard esteve cinco meses no cargo, e a sua saída surge a praticamente uma semana do encontro com a Guiné-Bissau, de apuramento para a Taça de África das Nações de 2012. Os «palancas negras» vão ser orientados por Zeca Amaral, que até aqui desempenhava as funções de treinador adjunto.
www.maisfutebol.iol.pt

Comentários

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AMIGO DOS ANGOLANOS
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eM aNGOLA tUDO é aSSIM, três MESES sem salários, é normal, estrangeiro sem visto actualizado, também é normal.
Os Angolanos tem k ver estas questões, muito grave..
Como quer desenvolver o futbol se os colaboradores, percebem k não estao organizados administrativam ente....
o Presidente da Federação, acha normal....
tudo é normal
ANG
FORÇA...
FUTBOLISTA
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Os Angolanos sabem k aqui, estes problemas Não É novidades para os que trabalham para o ESTADO. meses sem salarios, trabalhadores estrangeiros sem visto actualizado...

....................
ANGOLA É MESMO SÓ PRA OS ANGOLANOS
Yanick Manuel
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Angola! Angola! axo q podmos ficar sem treinador pk a causa da seleção n é treinador mais sim o ALCOOL q os nossos jogadores têm imbutido no estomago Zeca Amaral será mais um dos azarados como o Oliveira e o Malogrado Mabi de Almeida carregaram muito peso na escosta, podmos concluir q nem o José Mourinho, Alex Ferguston, Jorje Jesus, van Gal, Vicente del Bosk, todos eles na seleção Angola numca vai levar nada.......Aqui é lixo pk o Lixo é aqui
Manuel Tchitwa
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Infelizmente no nosso país nada é´sério. Nao se pode deixar alguém durante 3 meses sem salário e ainda por cima sem visto e achar isso como um A titude normal. Há uma inversao de valores. Há contra-senso. O mal absorveu tudo o que é bom neste país. As pessoas qdo ficam muito tempo num cargo ficam obsecadas pelo que (des)fazem. Nao é só no futebol..
Ngutui
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Pork não mandam prender o JF por dar emprego e guarida a um xtrangeiro ilegal no país???? As leis só são mesmo para uns..."reconhece k existem salários em atraso, mas a verba já foi transferida"!!!! francamente, ker dizer k xte sr nem sabe honrar um contracto???? E são xtes de cabelos brancos k insistem em xtar à frente das instituições angolanas. Caloteiros pensam k todo mundo tem k virar kandongueiro ou prostituir-se para sobriviver sem salário. Reschindiu, e muito bem reschindido, honra e dignidade acima de tudo, pelo menos xta demonstrar k é diferente da brasileirada, e tugada.

Renard diz adeus aos Palancas

02 de Outubro, 2010
Técnico francês deixa comando técnico dos Palancas cinco meses depois
Fotografia: Jornal dos Desportos
Hervé Renard, não é mais o seleccionador nacional. O técnico francês em carta dirigia a direcção da FAF, anunciou a rescisão do contrato que o ligava ao órgão máximo do futebol nacional até 2012, alegando falta de cumprimento contratual. Justino Fernandes, disse em conferência de imprensa, que a instituição que lidera recebeu o anúncio de rescisão contratual de Renard e seus adjuntos sem causa prévia e que o angolano Zeca Amaral passa de coadjutor para principal.

Sem pormenorizar de que incumprimento se referia, o responsável federativo afirmou que decorre já a tramitação jurídica para avaliação das questões contratuais que ligavam as partes por dois anos. O presidente da Federação Angolana de Futebol (FAF), reconheceu ter havido incumprimentos relativamente às exigências do ex-seleccionador Hervé Renard, mas negou que constituíssem motivos para o pedido de rescisão unilateral apresentado pelo francês e seus adjuntos.

Em conferência de imprensa, realizada ontem em Luanda, explicou que o técnico fora dispensado durante dez dias, com regresso previsto para 29 de Setembro, e que a FAF foi surpreendida com a decisão em véspera do jogo (9 de Outubro) contra a Guiné Bissau, para a segunda jornada do grupo 10 das eliminatórias de apuramento ao CAN2012. Ao longo da semana vários órgãos de comunicação social do país divulgaram matérias sobre o possível pedido de demissão do ex-seleccionador que qualificou Angola para o CHAN2011, alegadamente por incumprimento contratual.

Renard, segundo os mesmos órgãos, reclamou salários em atraso, melhores condições e visto de trabalho. Justino Fernandes reconheceu que a FAF devia ao técnico três meses de mensalidade e dois aos seus adjuntos, esclarecendo que hoje mesmo recebeu confirmação do Banco Nacional de Angola que os montantes foram domiciliados nas respectivas contas bancárias. 

Quanto às condições laborais, preferiu ater-se ao facto de algumas vezes Hervé Renard ter afirmado que havia encontrado no país as melhores possíveis no universo africano, acrescentando que a reclamação de falta de visto de trabalho “é um falso problema”. “Tentamos proporcionar ao técnico o máximo de condições de trabalho e por diversas vezes manifestou-se satisfeito. Portanto, estamos surpreendidos com os acontecimentos”, reiterou.


José Dinis pode
substituir técnico francês
 

Informações postas a circular em alguns círculos desportivos do país, no entanto, dão já conta da provável indicação de José Dinis, treinador do ASA, como substituto de Hervé Renard á frente do comando técnico dos Palancas. Embora a nossa fonte não confirme e muito menos desmente a veracidade da informação, o nosso jornal soube igualmente que o actual responsável técnico dos aviadores terá já mantido contactos preliminares com a direcção da Federação. 

E como um mal não vem só, a provável saída de Hervé Renard da selecção de honras arrastará consigo também o actual seleccionador dos sub-20, Bonadei, que se encontra igualmente em França. O também treinador francês, que sob colaboração do angolano Miller Gomes coordena o departamento das selecções jovens da FAF, já manifestou por diversas vezes o seu descontentamento pela falta de condições de trabalho nos escalões de jovens. A ausência de campos para treinar ou de um centro de treinamento para as selecções acabou por constituir o grande empecilho para a quebra das relações. 

Recorde-se, no entanto, que Hervé Renard havia deixado claro, numa recente entrevista ao nosso jornal, estar agastado com a forma pouco profissional como a direcção da Federação encara os problemas do futebol. Na ocasião, o técnico francês chegou mesmo a alegar haver desorganização na FAF e disse não estar preocupado em abandonar o cargo, se fosse necessário